sábado, 6 de dezembro de 2008

Emília Ferreiro contribuiu bastante para o entendimento de como ocorre o processo de aprendizagem da linguagem escrita. Segundo afirma, a criança pensa sobre a escrita, formulando hipóteses sobre ela, como maneira de compreender o que significa.
Essas hipóteses acontecem em todas as crianças e vão evoluindo desde a fase pré-silábica, na qual ainda não há intenção de representar através da escrita os aspectos sonoros da fala, até chegar ao padrão alfabético, que é aquele no qual a criança associa sons falados a letras escritas.Dessa forma, quando a criança faz traços contínuos no papel e atribui-lhes significado (como, por exemplo, quando escreve “hjfgdklgjhergrqilurgsd” e lê O menino caiu), ela está escrevendo, ou seja, está fazendo uma atividade investigativa sobre a escrita, que será importante para que ela possa evoluir gradativamente em sua aprendizagem. Por isso, essas tentativas da criança não devem ser motivos de chacota, ao contrário, devem ser incentivadas e reforçadas.
Estímulo à aprendizagem
Durante a aprendizagem da escrita, a criança passa por várias fases até chegar à hipótese alfabética, na qual realiza uma análise sonora da palavra que vai escrever, fazendo corresponder a cada som de fala um caráter escrito. A produção escrita da criança torna-se legível para o adulto, embora não haja ainda o domínio das regras de ortografia, o que ocorre posteriormente, de forma gradativa. Também esse processo deve ser estimulado, através da apresentação de materiais escritos na escola e no ambiente familiar, já que trata-se de uma aquisição cultural, ou seja, que não ocorre apenas internamente na criança.
Nessa fase de escrita alfabética, as crianças podem escrever palavras como, por exemplo, “dinosauro” (dinossauro), “tatussinho” (tatuzinho) e “jacare” (jacaré). É necessário que estejam em contato com vários materiais escritos, através dos quais possam perceber as diferenças no padrão de escrita do idioma e compará-los com sua maneira de escrever para que adquiram a escrita ortográfica.
É importante ressaltar que podem ocorrer diferenças individuais quanto à idade em que as crianças passam por cada fase de evolução da escrita. Essas diferenças têm a ver também com o maior ou menor interesse e estimulação (principalmente da família) em relação à oferta de material significativo de leitura e escrita.
O que significa alfabetizar para mim!!
Alfabetizar é um ato que implica responsabilidade,comprometimento,dedicação e paciência por parte do professor.Porém alfabetizar um aluno é algo muito gratificante, que deixa qualquer professor realizado.
Pra mim, o processo de alfabetização de uma criança é algo que me deixa facinada, pois no inicio a criança não sabe as letras, o som que elas fazem e de repente com a ajuda da família e principalmente do empenho do professor ela começa a conher o mundo maravilhoso das letras.
É muito importante que os professores tenham bem claro que todos podem aprender, pois sabe-se que muitos não são capazes de alfabetizar seus alunos e começam a dar desculpas do tipo "ele não aprende por que é pobre" ou "ele não aprende por que está doente", na minha opinião a criança sofre sim com os problemas trazidos de casa, mas se bem estimulada e valorizada com certeza terá sim condições de aprender.
Alfabetizar é ir além de ler e escrever

É de pequena que a criança desenvolve a curiosidade em saber ler e escrever, tornando a pergunta: “lê pra mim?” famosa. E é com alegria que pais e professores acompanham os primeiros passos à escrita – reconhecendo letras, palavras e formação de frases. O processo de alfabetização da criança começa exatamente neste período e tem sua continuidade com a chegada do ano escolar.
No entanto, é preciso ressaltar que alfabetizar vai muito além da decodificação de letras, ou seja, do usual aprender a ler e escrever. É função do professor usar a metodologia da Língua Portuguesa no processo da alfabetização, orientando o aluno ao uso da escrita e leitura de modo interpretativo, para que seja possível à criança não só ler e escrever, mas compreender o que foi lido e saber fazer uso da palavra.

A este processo dá-se o nome de letramento. Ler, compreender o conteúdo, interpretar e poder discutir o tema são características de um aluno letrado. “Ao assumir estas peculiaridades, educador e aluno entram num processo interdisciplinar, no qual a criança compreende que o que aprende nas aulas de Língua Portuguesa pode e deve ser usado em outras disciplinas, ou seja, ela não vai simplesmente decorar uma passagem de História ou nomes de Geografia, mas sim, entender cada fato e interagir com o conteúdo”, explica o educador e doutorando em Educação e Linguagem pela Universidade de São Paulo (USP), José Luís Landeira.

" Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para
a sua própria produção ou a sua construção." PAULO FREIRE

“ A Escola é...

O lugar onde se faz amigos, não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ‘ ilha cercada de gente por todos os lado’ . nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém,
nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se ‘ amarrar nela’ !
Ora, é lógico... numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz.”
PAULO FREIRE

Apresentando o glossário:

Glossário é um banco de palavras com seus respectivos desenhos como fonte de pesquisa para realização de atividades didáticas. Ele é um instrumento muito útil para os alunos pré-silábicos e silábicos porque possibilita dar significado as palavras escritas a partir de sua representação figurativa. Com ele, pode-se pedir que os que estão pré-silábicos e silábicos realizem uma série de boas atividades didáticas, apoiando-se neste especial dicionário, em que a palavra escrita é lida com apoio de uma imagem.
Uma idéia que acredito dar certo seria fazer um glossário com a figura dos própios alunos, utilizando-os como base de estudo, fazendo com que interajam entre si.
Após a apresentação do glossário é oportuno propor-se leituras de cada palavra, numa socialização ampla em que todos participam e se irmanam.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Alfabetização


A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. De um modo mais abrangente, a alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse processo não se resume apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas do acto de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento. A alfabetização envolve também o desenvolvimento de novas formas de compreensão e uso da linguagem de uma maneira geral. A alfabetização de um indivíduo promove sua socialização, já que possibilita o estabelecimento de novos tipos de trocas simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais e a facilidades oferecidas pelas instituições sociais. A alfabetização é um fator propulsor do exercício consciente da cidadania e do desenvolvimento da sociedade como um todo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

"Daqui há cem anos não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei, quanto tinha depositado no banco, nem que roupas vesti. Mas o mundo poderá ser um pouco melhor porque eu fui importante na vida de uma criança."

Autor desconhecido